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PENSANTES

Outros pensamentos, ideias e palavras que nos fazem pensar...

terça-feira, janeiro 13, 2026

# App chinesa "Are You Dead?"

App chinesa "Are You Dead?" torna-se download pago mais popular entre jovens que vivem sozinhos na China


Carregar num grande botão para provar que se está vivo. Aplicação (paga) é um sucesso, não entre idosos, mas entre jovens que vivem sozinhos na China. "Se eu morrer, quem recolhe o meu corpo?"

Mariana Furtado Texto 12 jan. 2026, 23:18

Uma app chamada Are You Dead?, que verifica o bem-estar das pessoas que vivem sozinhas, tornou-se o maior download pago na App Store da China, noticiou a BBC. Particularmente popular junto dos jovens, que escolhem cada vez mais viver sozinhos e não constituir família, a aplicação é o reflexo das preocupações geradas pelo crescimento da tendência de agregados familiares constituídos por uma só pessoa.

A ideia é básica: fazer check-in de dois em dois dias. Basta clicar num botão verde para confirmar que se está vivo. A ausência de resposta durante 48 horas desencadeia um aviso ao contacto de emergência, nomeado pelo utilizador.

Apesar de ter sido discretamente lançada em maio do ano passado — inicialmente como uma aplicação gratuita — a atenção à sua volta tem aumentado drasticamente nas últimas semanas. A app, que passou agora para a categoria paga — embora a um preço reduzido de 8 yuans (0,98 euros) —, descreve-se como um "companheiro de segurança… quer seja um trabalhador de escritório que vive sozinho, um estudante a viver longe de casa ou qualquer pessoa que opte por um estilo de vida solitário".

Não é por acaso. Os agregados unipessoais aumentam no país que até há pouco tempo tinha o estatuto de mais populoso do mundo. Até 2030 poderão ser 200 milhões os agregados familiares constituídos por uma só pessoa, de acordo com o órgão de comunicação social estatal chinês Global Times. A percentagem subiu para 19,5% em 2024, face aos 7,8% registados há duas décadas, conforme aponta o Departamento Nacional de Estatísticas chinês citado pelo jornal norte-americano.

"As pessoas que vivem sozinhas, em qualquer fase da vida, precisam de algo assim, tal como os introvertidos, as pessoas com depressão, os desempregados e outros em situações vulneráveis", afirmou um utilizador nas redes sociais chinesas mencionado pela BBC.

"Há um receio de que as pessoas que vivem sozinhas possam morrer sem que ninguém perceba, sem ninguém a quem pedir ajuda. Às vezes pergunto-me: se eu morresse sozinho, quem recolheria o meu corpo?", disse um outro, igualmente referido pela cadeia televisiva britânica.

Lyu, um dos três jovens co-autores da aplicação (de quem se sabe muito pouco), afirmou aos meios de comunicação locais que os utilizadores-alvo eram jovens que vivem sozinhos nas maiores cidades, em particular mulheres com cerca de 25 anos. Segundo Lyu, estes tendem a "sentir uma solidão causada pela falta de comunicação com outros, acompanhada pela preocupação com acontecimentos inesperados que ocorram sem que ninguém se aperceba".

Além do público jovem, vários comentadores referidos pelo Financial Times consideram que a aplicação pode ser de ainda maior utilidade para os idosos. Perante a tendência de migração de pessoas em idade ativa para as cidades, há menos jovens disponíveis para cuidar dos mais velhos, sobretudo nas zonas rurais.

Desenha-se, assim, um futuro para este ramo. À medida que as populações da China e de outros países envelhecem, esta e outras aplicações semelhantes — como monitores instalados em frigoríficos ou televisões que detetam a falta de utilização regular e enviam alertas aos familiares — terão tendência a tornar-se cada vez mais importantes, preconiza Wei-Jun Jean Yeung, da Universidade Nacional de Singapura ao Financial Times.

Apesar dos elogios, algumas críticas questionaram o uso da palavra "morte" no nome chinês da aplicação. Na loja internacional da Apple, contudo, a app está listada sob o nome Demumu, ocupando os dois primeiros lugares nos Estados Unidos, Singapura e Hong Kong, e os quatro primeiros na Austrália e em Espanha na categoria de aplicações utilitárias pagas.

A empresa responsável pela aplicação, a Moonscape Technologies, diz estar a considerar os reparos ao nome atual e a avaliar a possibilidade de o alterar. No entanto, Lyu recusou que Are you dead? (Estás morto?) tenha sido pensado como algo "negativo". "Serve como um lembrete para valorizarmos o presente", referiu em declarações citadas pelo Financial Times.

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terça-feira, dezembro 23, 2025

# News - Observador - Manifesto para o Optimismo em Portugal


Apelo, assim, aos diretores de informação e editores dos media, em particular da TVI, SICN e RTP. Meçam o tempo do telejornal dedicado às tragédias. Revejam os alinhamentos. Vão ficar muito admirados.

22 dez. 2025, 00:16 

À Clara Pinto Correia
(1960-2025)

A Clara Pinto Correia, foi um cometa, cheio de criatividade, inteligência e energia que passou rápido demais, numa algo turbulenta, mas rica viagem, por este nosso pequenino Portugal.

Mão amiga fez-me chegar este seu "Manifesto para o Optimismo em Portugal" publicado a 15 de Dezembro de 1999, desconhecido certamente para a esmagadora maioria dos leitores. Partilho, com uma reflexão final.

"A nossa alma é sempre um pântano. Isso é bom, porque o solo dos pântanos é o mais fértil de todos. O que precisamos é de drenar o pântano primeiro, e depois podemos lançar-lhe todas as sementes do mundo. Quantas vezes começamos a tarefa cheios de entusiasmo. Mas o pântano estava cheio de jacarés. Ficamos tão ocupados a lutar com os jacarés, durante tanto tempo que, por fim, até nos esquecemos que o nosso projeto inicial não era lutar contra os jacarés mas sim drenar o pântano – para depois semear.

Uma em cada cinco pessoas no ocidente toma anti-depressivos, ou ansiolíticos, ou uma qualquer outra variedade de comprimido para a boa disposição. Todos os dias, várias vezes por dia, todos nós dizemos que não estamos a sentir-nos nada bem; e mais, dizemos que a culpa é desta vida que a gente tem, como se a vida alguma vez tivesse sido fácil e aprazível para qualquer uma das gerações que vieram antes de nós. Centramos cada vez mais as nossas relações na exploração minuciosa dos seus problemas, e medimos cada vez mais a qualidade da nossa vida pela análise exaustiva de tudo o que ela não tem.

Qualquer copo está sempre meio cheio ou meio vazio, conforme escolhemos olhar para ele. Os nossos copos estão sempre cada vez mais sempre vazios. Andamos a avaliar-nos pela negativa.

A isso chama-se pessimismo. O pessimismo transforma-se no eixo de coordenadas da nossa cultura. E isto faz-nos mal.

Se continuarmos a viver assim, nunca deixaremos de estar, ainda, a atravessar o deserto. E, no fim desse deserto, começará sempre um novo deserto. O nosso mundo é muito grande e muito complexo, e sempre funcionou como uma espantosa nascente de problemas. Se alguma coisa tivemos que aprender nas últimas décadas é que não há nenhuma fórmula que possa resolver tudo e salvar-nos de tudo. Mas agora falta aprendermos o que ainda nem aceitámos começar a aprender: que, se não pudermos mudar grande coisa por fora, podemos e devemos mudar tudo por dentro.

A isto chama-se optimismo.

O optimismo é a capacidade de transformar os insucessos em aprendizagens e os problemas em desafios. É a arte de termos sempre presente aquilo que, em cada momento da nossa vida, está mesmo bem e é mesmo bom. É a disciplina de não perdermos o norte no meio da floresta, e de sermos capazes de ver, para lá de todos os bichos maus que estão emboscados no nosso caminho. O que é que queríamos ser quando fossemos grandes. É verdade que somos nós a espécie que inventou a tortura, mas também somos nós a espécie que nunca deixou de inventar os milagres que fazem florir o deserto. O optimismo é ouvir a música que está do outro lado do ruído de fundo. É a última grande revolução que nos falta.

Hoje, energizados pela necessidade e inevitabilidade dessa revolução – e para que por dentro se deem e haja espaço de manobra para exercitar um novo olhar sobre a vida – é imperioso que todos os portugueses tenham direito a:

Rir mais
Ser menos prisioneiros dos seus problemas
Ter sempre coisas boas na vida
Ter tempo para olhar para dentro
Experimentar prazer e bem-estar
Sonhar e acreditar no sonho
Deixar de ser reféns do passado
Saber que os outros continuam a acreditar em si mesmos quando falham
Ouvir menos queixumes e lamentações
Escutar coisas boas, bonitas, positivas sobre eles e sobre o mundo
Pensar segundo aquilo que acreditam sem condicionalismos e influências
Chegar um dia a ser "o que queriam ser quando fossem grandes. "
Este manifesto, terá a leitura pessoal que cada um lhe queira dar, mas tem uma dimensão coletiva que vale a pena sublinhar, sobretudo para quem tem a responsabilidade social de informar.

Como é possível "Escutar coisas boas, bonitas, positivas (…) sobre o mundo" se quem tem a responsabilidade de informar, numa insana e pouco criativa luta pelas audiências, só nos traz as tragédias nacionais e do mundo?

Apelo, assim, aos diretores de informação e editores dos media, em particular da TVI, SIC notícias e RTP (a televisão de serviço público financiada por todos nós). Meçam o tempo do telejornal, em horário nobre, dedicado às tragédias nacionais e do mundo nas últimas duas semanas. Revejam o alinhamento dos noticiários. Vão ficar, certamente, muito admirados com os resultados.

Sim, todos sabemos a lógica económica e comercial subjacente a esta race to the bottom noticiosa. O trágico é mais impactante que as boas notícias e há a concorrência com a CmTV. Porém, o original é sempre melhor que uma má cópia.

Abram uma plataforma para que os espetadores possam enviar notícias que ajudem a promover o optimismo. Sejam ousados, criativos e promovam a diferença. Façam que nos seja possível "ouvir a música que está do outro lado do ruído de fundo."

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segunda-feira, fevereiro 24, 2025

# News - Publico - Número de creches com horário alargado sobe 42% em cinco anos

https://www.publico.pt/2025/02/03/sociedade/noticia/numero-creches-horario-alargado-sobe-42-cinco-anos-2120064

Existem 1806 creches a funcionar com horário alargado (mais de 11
horas por dia) em Portugal, a maioria em Lisboa (322) e no Porto
(255). Oferta não dá resposta à procura.

Daniela Carmo (Texto) e Manuel Roberto (Fotografia) 3 de Fevereiro de 2025, 7:01

Encostada à janela virada para o parque infantil exterior, mas que lhe
dá um vislumbre do que está a acontecer dentro da sala das crianças de
dois anos, Ana Veloso observa, embevecida, o filho William, de ano e
meio. "Ele até se entretém sozinho, sem os amiguinhos." Quando
entramos na sala dos "ouricinhos", encontramos William, de faces
rosadas, absorto enquanto brinca com um jogo de encaixar peças. Na
mesa imediatamente ao lado, outras quatro crianças dedicam-se à
pintura (não só da folha que têm à frente, mas também da mesa), com
fortes braçadas nos marcadores coloridos. Estamos no "Clube dos
Pequenos", em Braga, uma creche com horário alargado, que abriu há
pouco mais de um mês e cujas inscrições foram quatro vezes superiores
ao número de vagas disponíveis. Há 1806 creches a funcionar mais do
que 11 horas por dia em Portugal, um número que aumentou cerca de 40%
em cinco anos.

"Quando consegui esta vaga fiquei mesmo contente porque pensei que não
ia conseguir. Muitas vezes recusava trabalho" para poder ficar com o
filho por não ter outro recurso, explica ao PÚBLICO Ana Veloso,
instrutora de fitness. Durante a semana, Ana Veloso tem, muitas vezes,
de trabalhar até às 22h, um horário que não coincide com o da maioria
das creches, pelo que o "Clube dos Pequenos" lhe trouxe uma solução,
já que o marido trabalha no estrangeiro e só vem a casa ao
fim-de-semana. Mas nem por isso o menino fica na creche "de manhã à
noite". É a primeira vez, aliás, que William frequenta esta resposta
social (antes ficava em casa com a mãe ou com a avó, quando era
possível) e Ana opta, agora, por levá-lo mais ao final da tarde, "para
não ficar tantas horas". "Acho que sofri mais eu com a mudança do que
ele. Ele fica bem, não chora. É sossegadinho."

À data de 13 de Dezembro de 2024, existiam 1806 creches a funcionar
com horário alargado em Portugal, a maioria em Lisboa (322) e no Porto
(255), de acordo com o levantamento enviado ao PÚBLICO pelo Ministério
do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS). Considera-se
creche com horário alargado quando os serviços são prestados por mais
do que 11 horas por dia.

O espaço onde nos encontramos, que disponibiliza berçário e creche,
ainda não integra esse total já que só abriu portas às famílias no dia
16 de Dezembro. O equipamento está aberto das 6h30 à meia-noite e
meia, mas a afluência continua a ser maior no horário convencional.
Porém, a segurança dos pais de que os filhos têm com quem ficar caso
aconteça algum imprevisto é maior: "Os pais têm demonstrado estar
muito satisfeitos. Mesmo os que estão no horário convencional sabem
que podem confiar", relata Ana Névoa, directora técnica deste espaço.

Ainda segundo dados do MTSSS, existem três creches em Portugal a
funcionar até à meia-noite e meia. A procura por este tipo de serviço
tem vindo a aumentar e prova disso mesmo são as mais de 400
candidaturas que a creche de Braga teve para o total de 90 crianças
admitidas. De acordo com o Governo, em 2019 existiam 1269 creches a
funcionar com horário alargado, num total de 2554 equipamentos deste
tipo a funcionar no país. É um número que, em cinco anos, cresceu em
42%, para os 1806.

A procura de creches com horário alargado não significa, porém, que as
crianças sejam lá "despejadas" indefinidamente. De acordo com a
legislação portuguesa, "cada criança não deverá frequentar a creche
mais do que 11 horas diárias, devendo igualmente usufruir de um
período de férias em comum com a família".

[VER GRÁFICO]

No caso do "Clube dos Pequenos", uma resposta do Centro Social do Vale
do Homem (CSVH, uma Instituição Particular de Solidariedade Social -
IPSS) pensada para apoiar os colaboradores do Hospital de Braga e da
Universidade do Minho, mas não só, o equipamento está aberto todos os
dias (inclusive ao sábado e ao domingo), sem interrupções durante as
férias escolares.

"Percebemos que este é um princípio importante para os pais, não ter
interrupções lectivas. Aquela creche tradicional que fecha do dia 15
ao 31 de Agosto não vai acontecer connosco", sustenta Jorge Pereira,
presidente do CSVH, em declarações ao PÚBLICO.

O equipamento vai também disponibilizar serviços de babysitting em
breve e está ainda previsto o seu alargamento. "Este é o nosso
primeiro edifício nesta área, entre outros que vamos ter. E estamos a
preparar com a junta de freguesia para avançar para a construção de
outra creche cá em Braga", adianta o responsável, sem precisar o local
e data de abertura. A frequência da creche não acarreta custos para os
pais porque está a ultimado um acordo com o Governo, ao abrigo do
programa Creche Feliz (neste caso específico denominado Creche Mais
Feliz por ter horário alargado).

Unidades de saúde procuram apoiar profissionais na parentalidade

Esta creche não é caso único no que toca a formatos pensados para
apoiar profissionais de saúde, por exemplo. Em Coimbra este serviço
materializa-se com a creche e jardim de infância "O Caracol", no
campus dos Hospitais da Universidade de Coimbra, e na "Creche
Saudável", no Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira
(CHUCB).

Também o Centro Hospitalar Santo António, no Porto, está a avançar com
um projecto nesse âmbito. "O projecto irá avançar e nesta fase estamos
a estudar o enquadramento legal de algumas especificidades de
construção" para instalar uma creche para os filhos dos profissionais
de saúde daquela unidade, como explicou o gabinete de comunicação em
Dezembro.

Em Leiria, a comunidade intermunicipal também vai construir uma creche
para os filhos dos profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS), num
investimento de 1,2 milhões de euros. Paulo Batista Santos, 1.º
secretário executivo da comunidade intermunicipal, referiu ao PÚBLICO
que a creche vai ser construída num terreno do Hospital de Santo André
e, numa fase inicial, conseguirá acolher 50 crianças e vai ter um
funcionamento ajustado aos horários dos profissionais. Também as ULS
de Santa Maria, em Lisboa, e de São João, no Porto, estarão a avançar
com projectos neste âmbito, segundo o Jornal de Notícias. O PÚBLICO
não conseguiu obter confirmação por parte das duas ULS.

A Ordem dos Médicos (OM) já propôs ao Governo a criação de uma rede de
infantários, creches e centros de actividades de tempos livres para
filhos de médicos e outros profissionais de saúde, a par de outras
medidas para atrair médicos para o Serviço Nacional de Saúde. A
proposta está contida num parecer que a OM enviou no final de Outubro
à Assembleia da República, a par de medidas como o reconhecimento da
medicina como profissão de "desgaste rápido".

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terça-feira, agosto 27, 2024

# News - Guardian - Teenagers at more risk online than Interrailing in Europe, say experts

https://www.theguardian.com/society/article/2024/aug/26/teenagers-risk-online-interrailing-europe-experts

Safeguarding experts and child psychologists have said the risks to teenagers are increasingly "far greater" online at home than when travelling independently following the row about the television presenter Kirstie Allsopp allowing her teenage son to go Interrailing.

A debate on the protection of teenagers was prompted by Allsopp, who revealed that social services had interviewed her after she posted online about her son, then 15, taking a rail trip around Europe after his GCSEs.

A child safeguarding consultant, Simon Bailey, told the Guardian: "The risk is far greater with a child up in their bedroom with access to a smart device than it is travelling to Berlin, Munich and seeing some of the wonderful sights that Europe provides."

Bailey, a former chief constable who was the National Police Chiefs' Council (NPCC) lead for child protection before becoming a consultant on the issue, said teenagers were at greater risk at home on their smartphones than many parents realise.

"There is a greater risk to children now in the online space than there ever has been before and actually the online world in which they inhabit poses greater risks than the physical world in which they live in."

Bailey pointed to recent research by Childlight, which found that more than 300 million children around the world face sexual exploitation and abuse online each year. Bailey said the findings should "send cold shivers down every parent's spine" and that they should be more focused on managing these risks.

He said that most of the time "in the physical world, a 15-, 16-year-old is going to recognise if somebody poses [a threat]" but that "in the online world, they just don't know who they are talking to, what their motives are".

Allsopp's son Oscar, now 16, went Interrailing around Europe over the holidays when he was still 15. After writing about it on X, Allsopp was contacted by a social worker from the Royal Borough of Kensington and Chelsea and asked what safeguarding was put in place for her son's trip.

Alan Wood, founding chair of What Works for Children's Social Care, said it "it was not unreasonable" for social services to make an initial contact but that he felt "a bit dubious about saying childhood is up to 18" and applying to older teenagers "rules and arrangements and processes which are really designed for much younger children".

Wood, who has led many children's services departments, said he felt technology posed a greater threat for teenagers. "Where I think a lot of the risk is coming from is slightly different to taking a tour at 15. I think the social alienation of individual children by being glued to social media and games and things like that for me is an area that potentially does have quite an impact on their mental health or emotional health."

Jonathan Haidt, a social psychologist at New York University, whose book Anxious Generation explored the twin trends of the decline in adolescent freedom and unsupervised play coupled with the rise in a reliance on screens, praised Allsopp for the decision.

He posted on X at the weekend: "If we're going to roll back the phone-based childhood, we MUST give kids back a fun, exciting, and at times risky childhood in the real world. Kirstie gave that gift to her 15-year-old son."

Dan O'Hare, an educational psychologist, said that children's decreasing amounts of physical freedom and increased screen time had an impact on wellbeing.

He said parental worry about safety can shrink young people's physical freedom, meaning that "you're having less physical activity, you're spending more time not engaging with the world around you, but rather through screens – and you're exposed to content that you might never have come across if you were out in the park.

"I think all of these factors need to be considered … risk just doesn't come from the immediate world around us. Risk in 2024 can come from thousands of miles away in a different time zone, at 3am in the morning."

O'Hare said that independence was something that needed to be "cultivated as a skill" from an early age. He added that weighing up the risk of a teenager travelling without an adult would depend on how much support they had through childhood to build independence and whether they had learned how to go to others for help.

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sexta-feira, junho 21, 2024

# News - Stonehenge monument sprayed orange in UK climate protest

https://www.lemonde.fr/en/environment/article/2024/06/20/stonehenge-monument-sprayed-orange-in-uk-climate-protest_6675249_114.html

Police have arrested two climate activists after they spread 'orange
powder paint' around the iconic monolithic site in a protest demanding
that Britain's next government legally commit to phasing out fossil
fuels.

Le Monde with AFP

UK police arrested two people on Wednesday, June 19, after
environmental activists sprayed an orange substance on Stonehenge, the
renowned prehistoric UNESCO world heritage site in southwest England.

The Just Stop Oil protest group said two activists had "decorated
Stonehenge in orange powder paint" to demand that Britain's next
government legally commit to phasing out fossil fuels by 2030.

Footage posted on social media showed activists, wearing "Just Stop
Oil" branded T-shirts, spraying a cluster of the megalithic standing
stones with the orange substance from a small canister. The group said
Niamh Lynch, a 21-year-old student, and Rajan Naidu, 73, had used
"orange cornflour" for the stunt.

It claimed the substance would "soon wash away with the rain." English
Heritage, the public body which manages the site, said its experts
were probing "the extent of the damage" to the circle of stones some
of which are believed to date back 5,000 years.

Wiltshire Police said in a statement that it had arrested two people
following the incident. "Officers attended the scene and arrested two
people on suspicion of damaging the ancient monument," the force
added. "Our inquiries are ongoing and we are working closely with
English Heritage."

'Disgraceful'

Footage of the stunt showed several people trying to restrain the pair
as they sprayed the standing stones, before the duo stopped and
remained sat on the ground. An English Heritage spokesperson called
the protest action "extremely upsetting" but noted the site remained
open to the public. "Our curators are investigating the extent of the
damage," she said.

The incident comes in the middle of the campaign for a general
election on July 4. It drew condemnation from the leaders of Britain's
main political parties. Prime Minister Rishi Sunak called it "a
disgraceful act of vandalism to one of the UK's and the world's oldest
and most important monuments."

"Just Stop Oil should be ashamed of their activists," he added.

Labour leader Keir Starmer, who polls predict will be the next prime
minister, said it was "outrageous" and branded Just Stop Oil
"pathetic." "Those responsible must face the full force of the law,"
he added, in a sentiment echoed by Ed Davey, leader of the centrist
Liberal Democrats.

'Resistance'

Just Stop Oil, formed in 2022, wants an end to new oil and gas
exploration in the North Sea off the UK's east coast. It has staged
numerous protests, primarily aimed at disrupting events, institutions
or aspects of daily life, leading to thousands of its activists being
arrested and scores jailed.

The latest action was staged on the day before the Summer Solstice
festival, when crowds gather at Stonehenge to celebrate the northern
hemisphere's summer solstice. A spokesperson said that although the
Labour party, which is expected to win next month's election, has
vowed not to issue any new oil and gas drilling licenses, "we all know
this is not enough."

"We have to come together to defend humanity or we risk everything.
That's why Just Stop Oil is demanding that our next government sign up
to a legally binding treaty to phase out fossil fuels by 2030," the
spokesperson added. "Failure to commit to defending our communities
will mean Just Stop Oil supporters... will join in resistance this
summer, if their own governments do not take meaningful action.

"Stone circles can be found in every part of Europe, showing how we've
always cooperated across vast distances – we're building on that
legacy."

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